Ainda umas últimas palavras …

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Estas serão as últimas palavras que escreverei como pároco de Linda-a-Velha, a não ser que a vontade de Deus me obrigue a ter que as refazer. Mas se tiver de ser, pois que remédio, lá as terei de assumir como erróneas.
Em primeiro lugar agradecer o generosa disponibilidade e a docilidade com que fui acolhido por todos os paroquianos. Desde 2009 tenho experimentado o carinho e o respeito de todos, mesmo quando, e em variadas situações, não temos as mesmas soluções nem as mesmas ideias para os mesmos problemas. Um grande obrigado… Com O grande!
Depois dizer-vos também obrigado pela oportunidade que me deram, em acompanhar-vos na consolidação da pastoral da paroquia, nos seus vários movimentos, da restruturação do centro social e da escola de música. Foram tremendos mas vigorosos desafios que me amadureceram como homem e como pastor. Por isso devo-vos muito, e provavelmente nunca poderei resgatar o que me foi dado.
Por último, e citando Antoine de Saint-Exupéry, particularmente para os que estão mais tristes com o fim da minha missão na comunidade paroquial de Linda-a-Velha: “Aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.”
Deixemos as recompensas para o Pai do Céu e acolhamos bem o novo pastor.

E na hora do “a-Deus”!

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Este re-início de ano pastoral trouxe a novidade da mudança de
pároco na nossa paroquia de Nossa Senhora do Cabo em Linda-a-
Velha.
Após cinco anos de ministério quis Deus Nosso Senhor, fazendo Fé
na Sua presença efectiva na comunidade eclesial, que o tempo de
fim de missão chegasse!
Porque é que isto acontece?
Ocorrem-me muitas justificações, mas penso que a melhor será as
próprias palavras que Jesus dirige aos seus discípulos em
Cafarnaum: “É necessário que eu anuncie a Boa Nova do Reino de
Deus também a outras cidades, pois essa é a minha Missão.
Não estamos a preparar um sínodo diocesano como resposta ao
desafio do Papa Francisco, na “Alegria do Evangelho” em
concretizar uma Igreja que tem como prioridade a Missão?
Assim, a Paróquia de Linda-a-Velha, chamada é, pela vontade de
Deus Nosso Senhor, a praticar este desafio em-carne, rezando e
agradecendo o dom do seu anterior pastor e acolhendo, em sentido
de Missão o seu novo pastor, sem nunca esquecer que a “messe” é do
Senhor. Não nos comportemos como os vinhateiros maus…

No fim…

Photo credit: just.Luc / Foter / Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-NC-SA 2.0)

Photo credit: just.Luc / Foter / Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-NC-SA 2.0)


Chegamos ao fim de mais um ano pastoral!
Demos graças a Deus por tal ter acontecido, pois nem todos os que caminharam connosco conseguiram, foram chamados pelo Pai. Recordemos a sua memória nas nossas orações, pois este é o fim mesmo, a conclusão dos nossos trabalhos e entregas. Agora apenas marcamos o tempo com um corte para avaliar e retomar.
Este foi o ano em que convidamos os habitantes e os passantes em Linda-a-Velha a experimentar a presença de Deus através de nós: Vinde e vêde!
Para isso fizemos muitas coisas e outras deixámos de fazer…
Num ano em que nos consagramos à Virgem Maria; acolhemos o nosso Patriarca aqui na Paróquia; entregámos a Imagem Peregrina de Nossa Senhora do Cabo; peregrinámos à Terra Santa e a Peniche; celebrámos centenas de vezes a Eucaristia; formámos crianças e adultos; adorámos o “Senhor Sacramentado” dezenas de vezes, alegrámo-nos com a notícia do Natal; renovámos a nossa capela do Santíssimo; festejámos a Santa Páscoa da Libertação e Salvação; recebemos os jovens e os ministros da comunhão de toda a Vigararia na nossa casa; chorámos a morte do Cardeal D. José; crescemos nas nossas responsabilidades sociais e culturais; venerámos a Bem Aventurada Virgem Maria, nossa Rainha e nossa Padroeira; agradecemos o dom de D. José Traquina Maria e dos novos sacerdotes; recebemos os três seminaristas passionistas bem como também os 12 catecúmenos que nos foram dados, e mais um conjunto de coisas que ficam na nossa história comunitária.
E este ano? Prepararemos o sínodo!

A devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

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in Paulinas
A devoção à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro nasceu de um ícone milagroso, roubado de uma igreja, na ilha de Creta, Grécia, no século XV. Trata-se de uma pintura sobre madeira, de estilo bizantino, através do qual o artista, sabendo que a verdadeira feição e a santidade de Maria e de Jesus jamais poderão ser retratadas só com mãos humanas, expressa a sua beleza e a sua mensagem em símbolos.
Nesse quadro a Virgem Maria foi representada a meio corpo, segurando o Menino Jesus nos braços. O Menino segura forte a mão da Mãe e observa assustado, dois anjos que lhe mostram os elementos de sua Paixão. São os Arcanjos Gabriel e Miguel que flutuam acima dos ombros de Maria. A belíssima obra é atribuída ao grande artista grego Andréas Ritzos daquele século e pode ter sido uma das cópias do quadro da Virgem pintado por São Lucas, segundo os peritos.
Diz a tradição que no século XV, um rico comerciante se apropriou do ícone para vendê-lo em Roma. Durante a travessia do Mediterrâneo, uma tempestade quase fez o navio naufragar. Uma vez em terra firme, foi para a Cidade Eterna tentar negociar o quadro. Depois de várias tentativas frustradas, acabou adoecendo. Procurou um amigo para ajuda-lo, mas logo faleceu. Antes, porém contou sobre o ícone e pediu-lhe para leva-lo a uma igreja, para ser venerado outra vez pelos fiéis. A esposa do amigo não se quis desfazer da imagem. Após ficar viúva, a Virgem Maria apareceu à sua filha e disse-lhe para colocar o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro numa igreja, entre as basílicas de Santa Maria Maior e São João Latrão. Segundo a menina, o título foi citado pela Virgem sem nenhuma recomendação.
O ícone foi entronizado na igreja de São Mateus, no dia 27 de março de 1499, onde permaneceu nos três séculos seguintes. A notícia espalhou-se e a devoção à Virgem do Perpétuo Socorro propagou-se entre os fiéis. Em 1739, eram os agostinianos irlandeses, exilados do seu país, os responsáveis dessa igreja e do convento anexo no qual funcionava o centro de formação da sua Província, em Roma. Alí, todos encontravam paz sob a devoção de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Três décadas depois os agostinianos irlandeses foram designados para a igreja de Santa Maria em Posterula, também em Roma, para lá também seguiu o quadro da “Virgem de São Mateus”. Mas alí já se venerava Nossa Senhora da Graça e por isso o ícone foi colocado na capela interna e ficou quase esquecido.
Isto só não ocorreu, por causa da devoção de um agostiniano remanescente do antigo convento. Já idoso ele quis garantir que a devoção de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, não fosse esquecida e contou a história do ícone milagroso à um jovem acólito.
Dois anos depois de sua morte, em 1855, os padres redentoristas compraram uma propriedade em Roma, para estabelecer a Casa Geral da Congregação fundada por Santo Afonso de Ligório. Mas não sabiam que aquele terreno era da antiga igreja de São Mateus, escolhida pela própria Virgem para seu santuário. No final desse ano ingressou na primeira turma do noviciado aquele jovem acólito.
Em 1863, já padre, ajudou os redentoristas a localizarem o ícone de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, depois da descoberta oficial dessa devoção nos livros antigos da igreja de São Mateus.
O quadro entregue pelo próprio Papa Pio I, com a especial recomendação: “Fazei que todo o mundo A conheça”, foi entronizado no altar-mor do seu atual santuário, em 1866. Outras cópias seguiram com esses missionários para a divulgação da devoção a partir das novas províncias instaladas por todo o mundo. Nossa Senhora do Perétuo Socorro foi declarada Padroeira dos Redentoristas, sendo celebrada no dia 27 de junho.

Santo António, uma paixão popular!

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Não me ficava bem não falar de Santo António por estes dias. Assim, aproveitando as palavras de Acácio Sanches sobre o santo mais popular da História da Cristandade gostaria de destacar o seguinte para prazer das comunidades e também para ensinamento da virtude.
António, depois do episódio em Forli, em setembro de 1222, quando a sua capacidade de pregação se torna conhecida, terá o resto da sua vida, quase sempre, dedicada à pregação popular, atraindo sobre si, a atenção de todo o povo,que vivia a discórdia das heresias do seu tempo, os cátaros e os albigenses.
Três elementos explicam o seu sucesso: em primeiro lugar, o fascínio da sua santidade e autoridade moral; em segundo lugar, a extensão e profundidade da sua cultura, acompanhada por um invulgar poder de comunicação, segundo as regras da Retórica do seu tempo; e, em terceiro lugar, a sua magnífica figura física.O testemunho da «Primeira Legenda» reforça sua fama do pregador ímpar, dizendo-nos que:«Homens de todas as condições, classes e idades alegravam-se de ter recebido dele ensinos apropriados à sua vida».
A propósito da última Quaresma pregada por António em Pádua, informa-nos que: «Vinham multidões quase inumeráveis de ambos os sexos das cidades, castelos e aldeias de à volta de Pádua, todos sequiosos de ouvir com a maior devoção a palavra de vida». Mais adiante: «Estavam presentes velhos, acorriam jovens, homens e mulheres, de todas as idades e condições, vestidos como se fossem religiosos, o próprio Bispo de Pádua [Tiago de Corrado] e o seu clero».
Segundo a mesma «Legenda Prima», chegavam a reunir-se, para escutar o Santo, «perto de trinta mil homens», todos no mais respeitoso silêncio, de «ânimo suspenso e de orelha virada para aquele que falava». «Os negociantes fechavam o comércio e só o reabriam depois de terminada a pregação».
O resultado de tal pregação na última Quaresma da sua vida terrena vem assim descrito no capítulo 13 da legenda «Assidua»: «Tentava reconduzir à paz fraterna aqueles em que reinava o ódio» «lutava pela restituição de usuras e de bens obtidos por violência» «afastava as prostitutas do seu infamante modo de vida» «convencia os ladrões famosos pelos seus malefícios a não tocarem no alheio».
Como todos continuamos sedentos destas palavras…

Falando do Testamento Vital…

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Associação Vida Norte
O Testamento Vital é um documento escrito por um adulto não interdito e psiquicamente competente, no qual manifesta a sua vontade livre e esclarecida sobre os cuidados de saúde que deseja ou não receber caso venha a encontrar-se incapaz de expressar a sua vontade autonomamente.
Pode constar do Testamento Vital a vontade clara e inequívoca do próprio de:
• Não ser submetido a tratamento de suporte artificial das funções vitais (função respiratória, cardiocirculatória, renal,etc).
• Não ser submetido a tratamento fútil, inútil ou desproporcionado, nomeadamente no que diz respeito a medidas de suporte básico de vida, alimentação e hidratação artificiais que apenas visem retardar o processo natural de morte.
• Não ser submetido a tratamentos que se encontrem em fase experimental.
• Autorizar ou recusar a participação em programas de investigação científica ou ensaios clínicos.
• Receber cuidados paliativos adequados.
(Decreto Lei nº 25/2012, DR nº 136 de 16 de Julho de 2012)